sábado, 29 de novembro de 2014

JESUS É CONDENADO À MORTE POR TER DEFENDIDO A RADICALIDADE DA MISERICÓRDIA

JESUS É CONDENADO À MORTE POR TER DEFENDIDO OS PECADORES E ANDADO COM ELES.




Nosso Senhor Jesus Cristo é condenado à morte por ter defendido a radicalidade da misericórdia para com os pecadores.
Foi debochado e desprezado porque defendeu a remissão dos pecados na radicalidade.
Na imagem da cena do filme de Mel Gibson que mostra Jesus no Sinédrio podemos ver muito bem expressado na arte cinematográfica a aparência e as atitudes dos que se proclamam defensores da Lei e da moral, dos 99 justos que não têm necessidade de penitência.
Esses homens podem ser irrepreensíveis só no mundo dos negócios, mas no mundo de Deus falta-lhes o essencial.
A aparência de Jesus é a de um Deus Bom, cheio de Amor e de Misericórdia, mas a aparência desses 99 justos é a de pessoas não boas ("de gente non sancta"), justas, mas sem o amor.
A aparência desses homens é a de pessoas más, sem caridade, sem amor, sem vida.
Jesus, ao contrário, é a vida, porque é um Deus Bom que não quer a morte do pecador, mas que se converta e tenha a vida.
Os Fariseus, pelo contrário, são a morte, porque neles não se encontra o perdão, nem a misericórdia, nem a bondade, neles encontra-se a condenação e a morte.
Eles condenaram a Jesus de Nazaré, eles condenam ainda hoje.
O Papa Francisco é condenado por se posicionar a favor da misericórdia pelos divorciados, homossexuais, etc.
Por ter defendido a misericórdia na sua radicalidade como último remédio de salvação e de conversão para esses pecadores, Francisco passou a ser acusado de herege e falso Papa por uma grande maioria de Católicos no mundo todo.
Até mesmo alguns místicos ou místicas levantaram-se contra ele dizendo que é um impostor e até mesmo o anticristo das profecias.
Alguns eclesiásticos estão classificando Francisco como o preferido da mídia, fazendo eco à umas profecias e comentários do Padre Emanoel André sobre os últimos tempos, etc., que dizem que o anticristo gostará muito dos aplausos, de aparecer, de ser notícia, etc., e que agradará aos judeus, muçulmanos, budistas, etc.
Isso na verdade mais serve para revelar e desmascarar esses falsos místicos, falsos profetas, que aparentando ser anjos de luz, na verdade trazem o erro e as trevas para dentro da Igreja.
Não é verdadeira nenhuma Revelação Particular que coloque em dúvida o Magistério e a legitimidade do Papa Francisco.
Jesus Cristo já nos alertou contra esses falsos videntes ao dizer: "Quando vos disserem: eis aqui o Cristo, ou ei-lo acolá, eis que ele está no deserto, não deis crédito."
É no Papa que devemos crer antes de tudo, não nos falsos profetas que lutam contra ele.
Condenarão a Jesus de Nazaré por Ele ser Bom, por Ele ser Misericordioso.
Do mesmo modo, porque o "discípulo não é maior do que seu Mestre", condenam o Papa Francisco, porque ele é o Papa da radicalidade da misericórdia.
Seu amigo, o Cardeal Kasper, pergunta, num de seus escritos: " A final de contas: nós cremos ou não cremos a remissão dos pecados?!"
Cremos ou não cremos a remissão dos pecados???
Na jaculatória que o Anjo ensinou em Fátima: "Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos; peço-Vos PERDÃO para os que não... etc.", está ou não consignada a doutrina de Francisco?
Quais são as consequências lógicas e teológicas que podemos tirar dessa oração jaculatória.
É uma oração com ou sem ensinamento?
In Iesu.
  

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

DAS REVELAÇÕES DE SANTA BRIGIDA LIVRO 1 CAP. 16





Como a esposa viu um santo falando com Deus sobre uma mulher que havia sido terrivelmente afligida pelo demônio e que depois se converteu graças às orações da gloriosa Virgem.
Livro 1 - Capítulo 16
A esposa viu que um dos santos dizia a Deus: “Porque o demônio está afligindo a alma desta mulher que tu redimiste com teu sangue? O demônio contestou de imediato dizendo: “Porque é minha por direito.” E o Senhor disse: "Com que direito é tua?” O demônio lhe respondeu: "Há – disse – dois caminhos. Um que conduz ao Céu e outro ao inferno. Quando ela se viu frente a esses dois caminhos, sua consciência e razão lhe disseram que escolhesse meu caminho. Como tinha livre vontade para escolher o caminho de seu agrado, pensou que seria mais vantajoso dirigir sua vontade para o pecado, e assim, começou a caminhar por minha trilha. Depois, a enganei com três vícios: a gula, a cobiça pelo dinheiro e a luxúria. Agora habito em seu ventre e em sua natureza. Tenho-a presa por cinco mãos. Com uma mão lhe fecho os olhos para que não veja coisas espirituais. Com a segunda, sujeito suas mãos de forma que não possa fazer nenhuma boa obra. Com a terceira lhe sustenho os pés, de maneira que não caminhe para a bondade. Com a quarta, sujeito seu intelecto para que não se envergonhe de pecar e, com a quinta lhe prendo o coração para que não sinta contrição”. A bendita Virgem Maria disse então a seu Filho: "Filho meu, faça com que ele diga a verdade sobre o que eu quero lhe perguntar.” O Filho respondeu: "Tu és minha Mãe, és a Rainha do Céu, és a Mãe da misericórdia, o consolo das almas do purgatório, a alegria dos que peregrinam pelo mundo. És a Soberana dos anjos, a criatura mais excelente diante de Deus. Também és Soberana sobre o demônio. Ordena tu mesma a este demônio, Mãe, e ele te dirá o que quiseres”. A bendita Virgem perguntou então ao demônio: "Diga-me, Satanás, que intenção tinha aquela mulher antes de entrar na Igreja”? Satanás lhe respondeu: "Tomou a resolução de não voltar a pecar”.
E a Virgem Maria lhe disse: "Embora sua intenção anterior a conduzisse ao inferno, diga-me, em que direção aponta sua atual intenção de afastar-se do pecado?” O demônio lhe respondeu com raiva: "A intenção de abster-se de pecar a conduz para o Céu”. A Virgem Maria disse: "Como tu entendeste que era teu direito afastá-la do caminho da Santa Igreja devido a sua intenção anterior, agora é questão de justiça que deve ser conduzida de volta a Igreja, dada sua presente intenção. Agora demônio, vou te fazer outra pergunta: Diga-me, que intenção tem em seu atual estado de consciência?” O demônio lhe respondeu: "Em sua mente está terrivelmente contrita e arrependida, chora por tudo o que fez. Decidiu nunca mais cometer pecados semelhantes e emendar-se em tudo o que possa”. A Virgem, então, perguntou ao demônio: "Poderia dizer-me se os três pecados de luxúria, gula e cobiça podem existir em um coração junto às suas três boas resoluções de contrição, arrependimento e propósito de emenda?” O demônio respondeu: "Não”. E a bendita Virgem disse: "Me dirás então, quais têm que retroceder e sair de seu coração, as três virtudes ou os três vícios, que, segundo tu, não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo?” O demônio replicou: "Digo que os pecados”. E a Virgem falou: "O caminho do inferno está então fechado para ela e o caminho do Céu está aberto”. De novo, a bendita Virgem Maria inquiriu ao demônio: "Diga-me, se um ladrão arrombar as portas da esposa e quiser violá-la, que teria que fazer o Esposo?” Satanás respondeu: "Se o Esposo é bom e valente, deve defendê-la arriscando sua vida por ela.” Então, a Virgem disse: “Tu és o ladrão malvado. Esta alma é a esposa de meu Filho, que a redimiu com seu próprio sangue. Tu a corrompeste e a atacaste à força. Portanto, e posto que meu Filho é o Esposo de sua alma e Senhor sobre ti, retira-te de sua presença”.
EXPLICAÇÃO
Esta mulher era uma prostituta, que depois de arrepender-se quis voltar ao mundo porque o demônio a molestava dia e noite, tanto que visivelmente pressionava seus olhos e, diante de muitos, a arrastava fora de sua cama. Então, na presença de testemunhas fiéis, a santa dona Brígida disse abertamente: ”Saia, demônio, tens já vexado bastante a esta criatura de Deus”. Depois de dizer isso, a mulher se aquietou por meia hora, com os olhos fixos no solo e, depois se levantou e disse: ”Na verdade eu vi o demônio em uma forma abominável saindo pela janela e ouvi sua voz que me dizia: ”Mulher, verdadeiramente estás livre”. Desde esse momento, esta mulher, venceu toda impaciência, cessaram seus sórdidos pensamentos e veio a descansar em uma boa morte.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

A JACULATÓRIA ENSINADA POR NOSSA SENHORA EM FÁTIMA

NOSSA MISSÃO NESTA VIDA É AMAR!
 Numa das aparições em Fátima, Nossa Senhora ensinou às três criancinhas uma belíssima oração jaculatória cheia de sentidos e ensinamentos sublimes.
A oração ensinada por Nossa Senhora é: "Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu, e socorrei principalmente as que mais precisarem. Amém."
Nossa Senhora ensinou essa oração logo após a visão do inferno, que encheram de pavor as criancinhas, mas muito mais que isto, essa visão encheu os coraçãozinhos deles de muita compaixão, que outra coisa não é que a Caridade num dos seus mais altos níveis.
A beata Jacinta tinha muita pena daquelas almas que viu sofrerem no fogo do inferno, e redobrava suas orações e penitências para livrar do inferno o maior número possível de almas.
Depois que Nossa Senhora lhes mostrou o terrível inferno, disse para eles rezar e fazer penitência pelos pobres pecadores, porque vão muitas almas para o inferno porque ninguém reza nem se sacrifica por elas.
Nossa Senhora estava ensinando às criancinhas o amor pelo próximo, e uma fé inabalável na infinita Bondade de Deus.
Alguns teólogos, ao examinarem a visão do inferno, disseram que essa visão não podia ser realmente do inferno, porque Nossa Senhora disse que para livrar aquelas almas do inferno viria pedir a devoção a seu Imaculado Coração, mas seria uma profecia do terrível estado de alma das pessoas que viveriam nos séculos XX e XXI, pois Nossa Senhora afirmara que para livrar elas do inferno seriam necessários a oração, a penitência e a devoção a seu Imaculado Coração.
Cogitaram em profecia, porque a doutrina Católica ensina que quem cai no inferno nunca mais sai daquele lugar, ao passo que depois da visão Nossa Senhora fala na possibilidade de livrar do inferno essas pobres almas. 
A visão do inferno mostra uma realidade totalmente pessimista que a Igreja enfrentaria nos séculos vindouros.
De fato, para alguns, está tudo perdido hoje, o pecado reina em toda parte, e os católicos praticantes são tentados ao pessimismo e a julgar que está tudo perdido, que todo mundo está para sempre condenado ao inferno, o que não é verdade, pelas conclusões lógicas e teológicas que podemos tirar da visão e da mensagem de Nossa Senhora de Fátima. 
Contra o pessimismo Nossa Senhora oferece a oração e a penitência como solução para todos os problemas espirituais e materiais dos séculos XX e XXI. 
Nossa Senhora ensina e propõe a Caridade como a solução e salvação do mundo nos séculos de profundas trevas espirituais que viriam após as grandes revelações marianas do século XX, em Fátima.
Ao mostrar o inferno enche o coração das criancinhas de muita compaixão e de muita pena dos pobres pecadores, e eles são movidos a rezarem e a se penitenciarem mais do que o normal pela conversão dos pecadores, para livrar eles do terrível e temível inferno. Ora, isso nada mais é que amor ao próximo, ou seja, Caridade. E a Caridade é o Mandamento do Senhor, o Novo Testamento de Jesus Cristo.
Em Fátima Nossa Senhora revela o Amor de Deus como a solução para a salvação da humanidade mergulhada no ódio e no pecado.
Em Fátima Nossa Senhora deixou um recado para os cristãos que viveriam em meio a essa grande crise, esse recado era para que eles permaneçam inabaláveis no Amor de Deus, que creiam firmemente no Amor de Deus por todos e por tudo, que em Deus só há Amor, aliás, Ele mesmo é Amor.
A mensagem de Fátima nos pede para não nos deter no pessimismo, mas quando se encontrar com essa situação, prosseguir avante no Amor, passando para um otimismo heroico e extraordinário de que Deus no fim tudo e a todos salvará, se nós, deixando que Deus nos encha de seu amor e misericórdia, rezemos e façamos penitência pela salvação de todos os pecadores de nosso tempo, principalmente daqueles que podem ser contados já em vida entre o número dos proscritos. 
Não mostrou o inferno para que tenhamos medo do inferno, mas para que tenhamos amor pelo próximo, para que rezemos e nos sacrifiquemos uns pelos outros, para que tenhamos fé no infinito Amor de Deus.
Na Encíclica Lumen Fidei o Papa Francisco professa que nós cremos no Amor de Deus. Sim, é nesse Amor que devemos crer. 
Esse Amor e a fé no Amor de Deus é ensinada por Nossa Senhora na sua oração jaculatória, que Ela teve a imensa bondade de nos ensinar em Fátima, procuremos examinar bem o sentido dessa oração.
Ela disse, ensinando: "Rezai assim: Ó meu Jesus"... Nos apresenta e nos coloca na presença de Jesus, seu Divino Filho. Eleva nossas almas a Deus, fazendo-nos falar com seu Filho. Ora, quem se dirige à Deus, pedindo alguma coisa, deve crer que Deus concederá aquilo que é pedido, nessa oração Nossa Senhora nos ensina a pedir a Jesus o perdão dos pecados para nós e para as outras pessoas, quando acrescenta; "... perdoai-nos,...".
Nossa Senhora tem certeza absoluta que Jesus quer perdoar a todas as pessoas que nessa visão as criancinhas as viram no inferno. Se Jesus quer perdoar a todos, é sinal que Ama a todos, mesmo à esses que os bons católicos correm o risco de julgar já para sempre condenados nos séculos XX e XXI, por causa da vida pública de pecados e de ateísmo prático e teórico que viriam a viver nesses séculos de trevas. Ainda continua, dizendo: "... livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu, socorrei principalmente as que mais precisarem."
Deus se comunica na oração. Isso quer dizer que se na oração pedimos a Deus para nos perdoar, Ele nos perdoa, e nos comunica o seu perdão, para que também nós possamos juntamente e em comunhão com Ele perdoar as pessoas por quem rezamos. 
O fruto da oração de Fátima é a prática do perdão divino, uma comunhão com o Cristo sofredor e moribundo na Cruz, quando orou ao Pai, dizendo: "Pai, perdoai-lhes, pois eles não sabem o que fazem."
Nesse sentido a oração de Fátima deve se transformar em vida em nossos corações, de tal forma que nos faça ser para os outros o que Nossa Senhora ensinou a pedir nessa belíssima oração: perdão e misericórdia para com nosso próximo, e para com o mundo inteiro.
Essa doutrina de Fátima nós a encontramos no Papa Francisco e no Papa Emérito Bento XVI, nos Santos João Paulo II e São João XXIII, recentemente canonizados pelo Papa Francisco.
Em nada é diferente do conteúdo dessa oração as máximas de Francisco, no inicio de seu Pontificado: "Deus perdoa sempre!" e "Deus não se cansa de perdoar!"
Se Deus é perdão, a Caridade mais excelente, como disse Nossa Senhora Rosa Mística à Serva de Deus, Pierina Gilli, também é verdade que Ele quer nos transformar nessa virtude que O qualifica, razão pela qual podemos muito bem afirmar juntamente com o Papa Francisco que "a Igreja nunca esteve melhor como hoje", pois nunca como hoje é possível praticar sem sessar a virtude tão excelente do perdão ao próximo, e assim podermos compreender um pouquinho daquilo que disse São João da Cruz que "Deus tem prazer em perdoar!"
São João Paulo II, pouco antes de morrer, disse: "Só a Caridade salva e converte!"
Nossa missão é, portanto, como revelou Deus à Glória Polo, a de ser Apóstolos do Amor de Deus.





quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O MILAGRE DAS HÓSTIAS


HÓSTIAS CONSAGRADAS LEVANTAM-SE POR SI MESMAS CONTRA A COMUNHÃO NA MÃO.



           "Uma das mais sérias e respeitáveis publicações religiosas da Itália, que se edita em Bréscia, sob responsabilidade do notável sacerdote doutor Luigi Villa e do famoso professor Dietrich von Hildebrand, autor de "O Cavalo de Troia na cidade de Deus", divulga em seu numero de Junho de 1973 um extraordinário fato, que parece realmente um grande milagre eucarístico. Meus leitores o conhecerão agora e tirarão suas próprias conclusões. Diz a revista "CHIESA VIVA":
             "No dia 2 de julho de 1970, um padre insuspeito e muito digno, escrevia-nos uma carta contando um fato extraordinário de hóstias consagradas que se levantaram do cibório por si mesmas.
             Num desses últimos domingos, (21 ou 28 de Junho/70), na missa paroquial das 7 horas, na Igreja de Beauceville, no Canadá, o pároco Dom Carlo Eugene Houde, de aproximadamente 50 anos, celebrava a Santa Missa. Avisara que, daquela data em diante, os fiéis tinham permissão de comungar recebendo a Santa Hóstia na mão, segundo determinação do Arcebispo de Quebec. Antes da Missa, havia dito a seus paroquianos palavras  mais ou menos assim: "Para evitar complicações e diferenças, todos deveis comungar recebendo a Santa Hóstia na mão."
             Ao momento da comunhão, o Sacerdote Dom Houde dirigiu-se ao povo, com a âmbula nas mãos, mas antes que tomasse a primeira Hóstia para entregá-la ao comungante, eis que umas 50 partículas consagradas saíram por si mesmas do cibório e, erguendo-se no ar, se dispuseram em semi-circulo em torno do celebrante. Passados alguns instantes, foram caindo lentamente em terra, pousando no pavimento junto ao altar. Dom Houde ficou totalmente surpreendido diante daquela maravilha e quedou-se aterrado e mudo, pálido e imobilizado de espanto.
             Quando se refez da profunda emoção, internamente inspirado disse aos fiéis também atônitos, que se aproximavam para comungar: "Dora em diante, todos comungareis recebendo a Santa Hóstia sobre a língua e nunca sobre a mão, pois o bom Deus se dignou dar-nos um vivo sinal!" E inclinando-se respeitosamente, recolheu as Hóstias dispersas sobre o tapete e distribuiu contritamente a Santa Comunhão. E sempre repetia: "Jamais em minha vida darei a comunhão nas mãos!"
            O Senhor quis mostrar que a comunhão na mão equivale a lançar a Santa Hóstia por terra, porque são incontáveis os fragmentos que caem das mãos dos comungantes e se perdem pelo chão ou se prendem nos vestuários. Eis porque a Igreja sempre exigiu o uso da pátena para recolher cuidadosamente as minúsculas partes que contém realmente o Corpo de Cristo. Por isso mesmo, as rubricas prescrevem que o celebraste recolha os fragmentos do corporal e da pátena e, depois de os consumir ele próprio, purifique os dedos, para evitar qualquer profanação ou sacrilégio.". (Chiesa Viva - Junho/73).
    

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

"HERMENÊUTICA DA REFORMA NA CONTINUIDADE" EM SÃO JOÃO DA CRUZ (III)

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"HERMENÊUTICA DA REFORMA NA CONTINUIDADE" NA DOUTRINA DE SÃO JOÃO DA CRUZ

      As contradições que encontramos na palavra de Deus presente na Sagrada Escritura, no Magistério Vivo da Igreja, etc., são materiais e não formais. Se alguém encontrar alguma contradição nos Documentos da Igreja, tais contradições podem ser do intérprete, e não da Igreja, podem estar na letra mas não no espírito da Igreja.
      Continuação:

     "7. Não havemos de reparar, portanto, em nosso sentido e linguagem quanto às revelações divinas, sabendo que o sentido e linguagem de Deus são muito diferentes do que pensamos, e difíceis para o nosso modo de entender. De tal maneira assim é que Jeremias, sendo profeta de Deus, parecia não compreender a significação das palavras do Onipotente, tão diversas do comum sentir dos homens, e pondo-se ao lado do povo, exclama: "Ai, ai, ai, Senhor Deus. É possível teres enganado a este povo e a Jerusalém, dizendo-lhes: Vos tereis a paz, e eis agora lhe chega a espada até a alma?"(Jr. 4,10). Ora, a paz prometida pelo Senhor ao seu povo era a aliança entre ele e o gênero humano por intermédio do prometido Messias; e os israelitas a entendiam no sentido de uma paz temporal. Por isto, quando tinham guerras e trabalhos, logo lhes parecia Deus enganá-los, pois sucedia o contrário do que esperavam. E então diziam por Jeremias: "Esperamos a paz, e este bem não chegou" (Ibid. 8,15). Era impossível deixar de caírem no erro, porque se guiavam unicamente pelo sentido literal. Quem, com efeito, não ficaria confundido, entendendo ao pé da letra esta profecia de Davi sobre Cristo em todo o Salmo 71, e, particularmente, por estas palavras: "E dominará de mar a mar, e desde ao rio até aos confins da redondeza da terra"(Sl 71,8). E mais adiante: "Porque livrará o pobre que o invoca e o mísero que não tem ajuda?"(Ib. 12). E, a par destas palavras, vendo Nosso Senhor nascer na obscuridade, viver em pobreza e não somente não reinar como dominador na terra, mas se submeter aos caprichos da populaça mais vil, até ser condenado à morte sob o governo de Pôncio Pilatos? E, ao invés de livrar seus discípulos da opressão dos poderosos da terra, permitir que fossem mortos e perseguidos por seu nome?

      "8. É que essas profecias deviam ser compreendidas espiritualmente de Cristo, e deste modo eram absolutamente verdadeiras. De fato, Cristo não é apenas rei da terra, mas do céu, porque é Deus; e aos pobres que o haviam seguido, não somente havia de remir e livrar do poder do demônio (o mais forte inimigo, contra o qual não tinham até então defesa), mas faria, desses pobres, herdeiros do reino celeste. E assim falava Deus segundo o significado principal, isto é, de Cristo e seus sequazes, de reino eterno e liberdade eterna. Mas os judeus não entendiam assim as profecias; visavam nelas o menos principal, do qual Deus faz pouco caso: pensavam em reino temporal e liberdade temporal, que aos olhos de Deus nada valem. Cegos pela baixeza da letra e não compreendendo o espírito e verdade nela encerrados, tiraram a vida a seu Deus e Senhor segundo disse S. Paulo: "Os que habitavam em Jerusalém, e os príncipes dela, não conhecendo a este, nem as vozes dos profetas, que cada sábado se leem, sentenciando-o, as cumpriram"(At. 13,27)." (Subida do Monte Carmelo - Livro II - Cap. XIX pgs 261-263).

Continua.

   

segunda-feira, 28 de julho de 2014

HERMENÊUTICA DA REFORMA NA CONTINUIDADE (II)

 "HERMENÊUTICA DA REFORMA NA CONTINUIDADE" NA DOUTRINA DE SÃO JOÃO DA CRUZ (II)

       As palavras da Igreja, que também são palavras de Deus, poderão, as vezes, ser contraditórias na letra, mas nunca em seu verdadeiro sentido.
       Continuação do tema anterior.

      "5. Deste modo e de outros muitos, sobrevém vários enganos às almas, em relação às palavras e revelações da parte de Deus, pelo motivo de se prenderem à letra e à forma exterior; porque, como já demos a entender, o principal desígnio de Deus nessas coisas é declarar e comunicar o espírito ali encerrado e, sem dúvida, difícil de entender. Tal espírito é muito mais abundante que a letra, muito extraordinário e fora dos limites dela. Assim, o que se prender à expressão literal ou à figura ou à forma aparente da visão não poderá deixar de errar muito, achando-se depois bem confuso e desprovido, por se haver muito guiado em tal assunto, segundo o sentido, em vez de dar lugar ao espírito em desnudez dos sentidos. "A letra mata e o espírito vivifica"(2Cort. 3,6), como diz São Paulo. Havemos, portanto, de renunciar à letra que neste ponto são os sentidos, e ficar às escuras na fé, que é o espírito, incompreensível aos sentidos.

     "6. Aí está por que a maior parte dos filhos de Israel, entendendo muito literalmente as palavras e sentenças dos profetas, ao ver que não se realizavam conforme suas esperanças, desprezavam as profecias não lhes dando fé. Chegou esse desprezo a tal ponto, que havia entre eles um ditado popular, quase como provérbio, escarnecendo dos profetas. Disto se lamenta Isaías nestes termos: "A quem ensinará Deus a ciência? E a quem dará a inteligência da sua palavra? Aos que já lhes tirou o leite, aos que acabam de ser desmamados. Eis que todos dizem, por escárnio, dos profetas: Porque manda, torna a mandar; manda, torna a mandar; espera, torna a esperar; espera, torna a esperar; um pouco aqui, um pouco aí. Porquanto com outros lábios e em outra linguagem ele falará a este povo" (Is. 28,9-11). Onde claramente dá a entender o Profeta como o povo fazia burla das profecias e dizia por escárnio o provérbio: espera, torna a esperar, como se as predições de Isaías nunca mais se devessem cumprir. Estavam apegados à letra, que é como leite de criancinhas, e aos sentidos, que são os peitos, contradizendo à grandeza da ciência do espírito. E assim exclamava Isaías: A quem dará ele a inteligência da sua doutrina, senão aos privados do leite da letra e desses peitos dos seus sentidos? Por isto é que não as entendem senão conforme esse leite da aparência exterior e segundo os peitos dos sentidos, aqueles que dizem: Manda, torna a mandar, espera, torna a esperar etc. Pois na doutrina da boca de Deus e não ao modo deles, e noutra língua que lhes é estranha, é que o Senhor lhes quer falar." (Subida do Monte Carmelo - Livro II - pgs 260-261 - Cap. XIX).

     Outra coisa que deveríamos levar em conta é que o leigo não tem a graça própria do estado para interpretar a palavra de Deus, esteja ela na Sagrada Escritura ou no Magistério; essa graça de estado quem a tém , em primeiro lugar, é o Papa, depois os Bispos a ele unidos, e depois os Sacerdotes.
     Os leigos tudo devem submeter ao juízo da Igreja.
     Continua.
     In Iesu.
     

     

HERMENÊUTICA DA REFORMA NA CONTINUIDADE

  "HERMENÊUTICA DA REFORMA NA CONTINUIDADE" DE BENTO XVI NA DOUTRINA DE SÃO JOÃO DA CRUZ (I)
 

 Citamos o texto de São João da Cruz, Doutor da Igreja, onde se encontra a doutrina que, se aplicada, nos leva, na atual situação em que nos encontramos, a concluir pela "hermenêutica da reforma na continuidade" ensinada e defendida pelo Papa Bento XVI.
O título do texto, na Obra de São João da Cruz, parafraseamos mais ou menos como segue:
As palavras da Igreja, embora sempre verdadeiras em si mesmas, podem ser para nós ocasiões de erros.

        Provas tiradas da doutrina de São João da Cruz.

           "Quem falar mal dele seja amaldiçoado; quem dele disser bem seja cumulado de bênçãos!" Da cerimônia da Sagração Episcopal, em uso no Rito Tridentino. Não sei se está em uso no Rito de Paulo VI.
          "... Contemplá-la, à tua bondade, ó bom Senhor, é com efeito minha purificação, é minha confiança, é a justiça." ( Guilherme de Saint - Thierry, in De contemplando Deo, Cap. I, no. 2 - Edições Subiaco, de Dom Bernardo Bonowitz, OCSO).
         A bondade de Deus certamente nos purifica porque  a nós se comunica, tornando-nos também bons e apóstolos de sua bondade. Quem quiser ser puro deve, antes de tudo, crer na bondade do Senhor. E quem recebe em si essa bondade deve retê-la e nela agir, sendo para os outros a bondade de Deus. Essa bondade é redentora e liberta-nos de todos os vícios e pecados e nos introduz na visão de Deus, porque "os puros de coração verão a Deus"(Ev.). Essa bondade de Deus é minha confiança porque sem medo corro aos braços do Pai para receber seu perdão e, depois de perdoado, distribuo também, com Deus e em Deus, esse perdão purificador das almas.
       Agir nessa bondade e tudo fazer em função dela, distribuindo ela aos outros e também a todos, é a justiça que a Deus devemos elevar de um coração purificado.
       Portanto, seja bom quem deseja fazer justiça contra seu irmão, ou melhor: que sua justiça contra quem quer que seja seja tua bondade, que saia do mais profundo do seu ser, e que essa tua bondade seja o próprio Deus que em ti a todos beneficia com a máxima Caridade que Ele mesmo é. Quando na Sagrada Escritura se fala de São José, dele se diz: "Era um homem justo."(Ev.)
      Justo exatamente por ser bom, um vaso da bondade de Deus. São José, rogai por nós.
      Iniciemos a citação do texto de São João da Cruz.

 
                                                                     "CAPÍTULO XIX - LIVRO II - SUBIDA DO MONTE CARMELO
                                          As visões e palavras de Deus, embora verdadeiras, podem ser para nós ocasiões de erros. Provas tiradas da Sagrada Escritura.
               1. Já dissemos como as palavras e as visões divinas, embora sejam verdadeiras e certas em si mesmas, nem sempre o são relativamente a nós, por dois motivos: o primeiro é devido à nossa maneira imperfeita de as entender; o segundo provém de suas causas ou fundamentos algumas vezes variáveis. Quanto à primeira razão, é evidente que Deus sendo infinito e imperscrutável encerra ordinariamente em suas profecias e em suas revelações alguns pensamentos e concepções muito diferentes do sentido que comumente lhes podemos atribuir; e são ainda tanto mais verdadeiras e certas  quanto menos assim nos parecem. Vemos bem esta verdade a cada passo, na Sagrada Escritura; nela lemos que muitos daqueles homens da antiguidade não viam a realização das profecias e palavras de Deus conforme esperavam; porque as tomavam segundo sua interpretação pessoal, e muito ao pé da letra. Isto aparecerá claramente pelos textos seguintes.
               2. No Gênesis, depois de conduzir Abraão à terra de Canaã, Deus lhe diz: "Eu te darei esta terra" (Gn 15,7). Mas Abraão, já velho, não via cumprir-se esta promessa tantas vezes renovada. Certa ocasião em que o Senhor ainda a repetia, o santo Patriarca o interrogou: "Senhor Deus, por onde poderei conhecer que hei de possuí-la?" (Gn. 15,8). Deus, então, revelou-lhe como tal promessa não se realizaria em sua pessoa, mas na de seus filhos, que possuiriam a terra de Canaã 400 anos mais tarde. Compreendeu deste modo Abraão o significado em si mesmo tão verdadeiro: porque sendo dada a terra de Canaã aos seus filhos por amor dele, era o mesmo que lhe dar pessoalmente. Estava, pois, Abraão enganado no seu primeiro modo de entender: se agisse então segundo seu juízo, poderia errar muito, pois a profecia não era para cumprir-se durante a sua vida. E aqueles que conheciam a promessa divina, e virão a Abraão morrer sem vê-la realizada, ficaram confusos pensando ter sido falsa.
              3. Outra prova temos na história de Jacó, seu neto. No tempo da desoladora fome que afligiu o país de Canaã, José fez vir seu pai ao Egito, e, durante a viagem, Deus apareceu a este e lhe disse: "Jacó, Jacó, não temas, vai para o Egito: eu irei para lá contigo, e eu te tornarei a trazer, quando de lá voltares" (Gn. 46,3-4). A profecia não se realizou conforme o sentido literal, pois sabemos que o santo velho Jacó morreu no Egito e de lá não saiu com vida. A profecia devia aplicar-se aos seus filhos, os quais tirou o Senhor dali muitos anos depois, sendo ele próprio o seu guia. Donde, se alguém soubesse desta promessa divina a Jacó, pudera ter por certo que o mesmo Jacó, entrando vivo e em pessoa no Egito por ordem e proteção do Senhor, assim também vivo e em pessoa devia sair dali. Não empregara Deus as mesmas expressões para lhe prometer sua assistência quando tivesse que sair? Quem assim julgasse teria decepção e espanto vendo Jacó morrer no Egito, antes de se realizar a promessa divina. Deste modo, as palavras de Deus, veracíssimas em si mesmas, podem, no entanto, ser ocasião de engano.
              4. Eis um terceiro exemplo, do Livro dos Juízes. Todas as tribos de Israel se reuniram para punir certo crime cometido pela tribo de Benjamim. O próprio Deus lhes indicara um chefe guerreiro e os israelitas certos estavam da vitória; ao se verem vencidos e com vinte e dois mil dos seus jazendo no campo de batalha, muito admirados ficaram. Puseram-se todo o dia a chorar em presença de Deus, não sabendo a causa de sua derrota, pois haviam entendido a vitória por certa. Como perguntassem ao Senhor se deviam ou não voltar ao combate, respondeu-lhes que fossem pelejar. Seguros da vitória, saíram com grande ousadia, mas novamente foram vencidos, perdendo dezoito mil homens. Caíram em grandíssima confusão, não sabendo mais o que fazer, pois, mandando-lhes o Senhor que pelejassem, sempre saíam vencidos; mormente excedendo eles aos seus contrários em número e fortaleza, porque os homens da tribo de Benjamin  não eram mais de vinte e cinco mil e setecentos, enquanto eles formavam um exército de quatrocentos mil. No entento, não os enganara a palavra de Deus; eles, sim, se enganavam no seu modo de entendê-la. Porque não lhes havia dito o Senhor que venceriam, senão que combatessem. E nessas derrotas quis castigar certo descuido e presunção que havia neles, e por esse meio humilhá-los. Mas quando finalmente lhes respondeu que venceriam, alcançaram de fato a vitória, embora com muita astúcia e trabalho (Jz 20,11s).
             São João da Cruz - Obras Completas - Editora Vozes - 1984 - pgs 258 - 260.
            Continua.
            In Iesu.