sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Cautelas contra o Demônio, por São João da cruz (II).

  Queremos agora penetrar o sentido dos ensinamentos de São João da Cruz contidos nesta cautela. Essa cautela é contra o Demônio, o que significa que tudo o que concorre contra esses conselhos procede do Demônio. E assim ele nos ensina a nuca considerar "o Prelado menos que Deus, seja ele quem for, pois foi constituído em seu lugar."
Os Superiores Eclesiásticos são representantes de Deus, representam Deus, por isso são também Vigários de Cristo. O Papa é o Máximo Representante (Vigário) de Cristo na terra. O Vicariato foi constituído pelo próprio Deus. Não podemos ter o Papa menos que Deus, pois ele o representa, fala em nome de Deus. A mesma fé que temos em Deus, devemos ter também no Papa. O mesmo respeito que temos por Deus, devemos ao Papa. Pois quem despreza o Papa, despreza também a Deus, conforme as palavras de Cristo: "Quem vos ouve, a Mim ouve; quem vos despreza, a Mim despreza!"(cf. Ev.). 
Portanto, devemos crer o Papa, "seja ele quem for", ou seja, devemos crer nele ainda que ele seja Argentino(sic), ou mesmo que seja o Cardeal Bergoglio.
Os Tradicionalistas estão devendo nesse ponto, pois não aceitam o Papa, eles estão desobedecendo o Papa porque dizem que ele é isso ou aquilo. São João da cruz diz: mesmo que ele seja isso ou aquilo, devemos ter por ele uma estima e uma fé igual a que temos por Deus.
O pior é que se levantam contra o Papa porque não escutam o que ele diz! O Papa Francisco prega o Amor de Deus que eles não compreendem. Santo Agostinho no seu comentário sobre a Iª Carta de João disse que é muito perigoso não acreditar que Deus é Amor, e chama o pecado contra a caridade de "pecado especial". Ora, Santo Tomás de Aquino classifica o cisma de violação da caridade. 
Não existe nem pode existir nesta terra razões  sejam elas quais forem que justifiquem a rebelião contra o Papa, seja ele (o Papa) quem for, como ensina São João da Cruz.
Portanto, o espírito que leva à rebelião e à desobediência ao Papa não pode, segundo a cautela de São João da Cruz, ser de Deus. 
Não é, nem pode ser uma graça providencial de Deus não estar em plena comunhão com o Papa Francisco. Muito pelo contrário, é grande desgraça estar em desacordo com o Papa Francisco, grande Apóstolo do Amor de Deus.
O Magistério do Papa é Infalível sempre, pois do contrário nossa oração do Credo, na Missa, seria incompleta. Cremos a Santa Igreja Católica, etc., rezamos na Missa. Não poderíamos crer a Igreja se o Papa Francisco estivesse exercendo um Magistério falível. Cremos a Igreja hoje, que é real e não ideal. O idealismo é também uma heresia. Cremos a Igreja infalível na sua parte divina e passível na sua parte humana.
São João da Cruz, rogai por nós.





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