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sábado, 31 de agosto de 2013

Cautelas contra o Demônio, por São João da Cruz (I)



São João da Cruz adverte aos Tradicionalistas ou Neoprotestantes em geral e a todos em particular.

  Nos chamados "Pequenos Tratados Espirituais", de São João da Cruz, Reformador do Carmelo, encontramos as "Cautelas" que ele ensinava à seus discípulos para serem usadas contra "os três inimigos da alma", que são, como nos ensina o Catecismo: "o mundo, o demônio e a carne."
De todas as "cautelas" ensinadas por São João da Cruz, gostaria de me deter na segunda cautela contra o Demônio, por me parecer a que mais é negligenciada nestes tempos, e por ser a que mais danos causa ás almas e à Igreja em geral.
"Segunda cautela contra o Demônio
"Seja a segunda cautela no sentido de jamais considerares o prelado menos que Deus, seja ele quem for, pois foi constituído em seu lugar. Acautela-te neste ponto, pois o demônio, inimigo da humildade, mete muito aqui a mão. E considerando o prelado do modo acima dito, será grande o bem e o aproveitamento que te advirão, e não sendo assim, grande a perda e o dano. E, portanto, põe-te cuidadosamente de sobreaviso para não considerares a sua índole, o seu trato, a sua aparência, nem outras maneiras suas de proceder; porque com isso far-te-ás tanto dano que virás a mudar a obediência de divina em humana, movendo-te ou não, apenas pelos modos que puderes observar visivelmente no prelado, e não por Deus invisível, a quem nele serves. E a tua obediência será vã ou tanto mais infrutuosa quanto mais te magoares com a índole adversa do teu prelado, ou com a sua índole agradável, te alegrares. Asseguro-te que por haver o demônio feito com que considerassem as coisas por esse prisma, induzindo a por os olhos nestas exterioridades, acerca  da obediência, conseguiu arruinar na perfeição a muitíssimos religiosos, e seus atos de obediência são de muito pouco valor diante de Deus."(São João da Cruz - Obras Completas - Carmelo Descalço do Brasil - Editora Vozes - 1984 - Pequenos Tratados Espirituais - págs. 117-118).
O Papa Francisco e os Bispos a ele unidos são nossos Prelados, a quem devemos considerar segundo essa cautela para melhor servirmos Deus que está neles e que eles representam.











segunda-feira, 15 de abril de 2013

O beijo de São João Paulo II no Alcorão



  Nesta foto podemos ver o humilde gesto do Papa São João Paulo II, que em 14/05/99 beija o Alcorão, no Vaticano, o Livro sagrado dos Muçulmanos.
          Na ocasião muitos se escandalizaram por gesto de grande significado místico. São Paulo Apóstolo nos aconselha a sempre julgarmos bem a nosso próximo. Pois bem, esse gesto foi mal interpretado por alguns. Qual, pois, seria a boa interpretação desse ato, já que é dever nosso julgar que nosso Papa jamais praticaria qualquer ação contra a fé e a moral?
        Para julgar bem o Papa, devemos fazer uma interpretação mística deste grande gesto de São João Paulo II. 
        Alguns místicos da Igreja, uns beatos, outros santos, outros ainda servos de Deus, ao comentarem sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, dizem que quando tiveram a visão de Cristo carregando a sua pesada Cruz, viram que Ele antes da a carregar em seus ombros, se inclinou e deu um beijo na Cruz.
         Ora, se aplicarmos os ensinamentos destas visões neste grande gesto do Papa, somos obrigados a chegar nas mesmas conclusões. O Papa, que é o doce Cristo na terra, beija o Alcorão, que é a Cruz que martiriza muitos cristãos em países muçulmanos. O beijo de Nosso Senhor na Cruz, simboliza o seu infinito amor por seus inimigos e por toda a humanidade pecadora. O beijo de Cristo na Cruz é sinal de sua infinita Caridade. Ora, o beijo que o Papa dá no Alcorão simboliza e repete o beijo que Cristo deu na Cruz, quando a tomou sobre seus ombros. Esse beijo revela a grande Caridade com a qual estava cheio o Papa São João Paulo II. A infinita caridade de Cristo moveu o Papa João Paulo II a beijar a cruz dos Cristãos em terras muçulmanas.
         Beato João Paulo II, ora pro nobis.