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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O Pentecostes é sinal do que acontecerá no fim dos tempos!


                                  

"Lê-se na vida de Santa Gertrudes que, sendo um dia favorecida com a aparição de São João Evangelista, perguntou-lhe por que motivo, tendo ele descansado sobre o Coração de Jesus durante a Ceia, nada havia escrito para instrução nossa sobre os movimentos do divino Coração; e que o Santo respondera com estas palavras memoráveis:
“Eu estava encarregado de escrever, para a Igreja ainda no berço, a palavra do Verbo Encarnado; Deus, porém, reservou a suavidade dos sentimentos do divino Coração para manifestá-la nos últimos tempos, na velhice do mundo, a fim de reacender a caridade que arrefecer-se-á consideravelmente.”(http://www.reinodavirgem.com.br/)
 
Também se lê na vida da Beata Ana Maria Taigi:" Entretanto, foi Nossa Senhora quem ensinou à Beata a atitude certa para dispor seu espírito para a “definitiva”. Em 13 de setembro de 1831, assim lhe disse: 
Corpo incorrupto da Beata.
“agora não é tempo de milagres, porque a hora de a Igreja retornar ao seu primeiro estado ainda não chegou. Filhos meus, eis aqui vossa Mãe. Eu vos abençoo, abençoa-vos Meu Pai, mas sede bons, sede bons, sede bons. 

“Sofrei com boa disposição por meu amor, até que venha o Espírito Santo para vos abrasar de amor e dar a definitiva a este mundo iníquo. Tereis chegado ao fim. 

“Fica-vos pouco por padecer. Todos os reinos, cidades, povos, castelos, províncias, se encontrarão em penas, em problemas, em tribulações, em tormentos até a definitiva” (Vol. IX, págs. 152-155). (http://aparicaodelasalette.blogspot.com.br/).
O "primeiro estado" da Igreja é a Caridade, o amor uns pelos outros, que foi e é a grande novidade, conforme deles diziam os pagãos: "Vede como eles se amam!"
Ordena a que sejamos "bons", com insistência, que pratiquemos a bondade, até que aconteça o Novo Pentecostes para nos "abrasar de amor".
O apostolado dos últimos Papas, especialmente do Papa Francisco atualmente, é um caminho que vai na direção das palavras de Nossa Senhora à Beata Ana Maria Taigi e das palavras de São João à Santa Gertrudes, visam transformar todas as pessoas no Amor de Cristo.






quarta-feira, 24 de julho de 2013

Homilia do Papa Francisco em Aparecida

http://fratresinunum.files.wordpress.com/2013/07/aparecida16.jpg?w=491&h=275

Se prestarmos bem a atenção, poderemos contemplar nas palavras do Papa como resplandece com força inaudita as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo, antes de sua paixão, que inauguram o mundo novo ou o Novo Testamento: "Amai-vos uns aos outros, como Eu vos tenho amado!"(cf,Ev.).
O Novo Testamento de Nosso Senhor Jesus Cristo é a alma de toda a vida e pregação do Papa Francisco, que vem ao brasil não só para pregar, mas também para viver o amor de Deus por todos nós.
É da vida, do coração do Papa, que brotam as palavras tão cheias de graça que ele dirige para todos nós. O Papa Francisco é um homem que crê e que vive o Amor, aquele Amor de Deus que Jesus derramou em nossos corações.
Pede à Nossa Senhora da Conceição Aparecida para que ajude a todos nós (Pastores, pais e educadores) a transmitir aos jovens valores que os façam "construtores de um país e de um mundo mais justo, solidário e fraterno."(Hom. Papa Francisco, Apar. 24/07/13).
A justiça nada mais é que dar a cada um o que é seu, ou seja, dar a Deus o que é de Deus e às pessoas o que lhes é de direito. Portanto, a justiça identifica-se com a bondade, pois distribuir à cada um o que é seu é um ato de bondade, pois chamamos de bom à quem dá, e de mau à quem não dá.
Se dar à cada um o que é seu é um ato de bondade, então bondade e justiça se identificam e essa identidade nada mais é que Amor, o Amor Cristão.
Não é justo quem cerra seu coração ao próximo. A justiça e a bondade superam o mérito, pois se formos fazer o bem só para quem merece, então nunca faremos o bem a ninguém, pois ninguém tem merecimentos nesta terra. Aliás, a única coisa que merecemos são as queixas de nossos irmãos.
Só Deus é Justo e Santo, Ele faz o bem não só para os bons, mas também para os maus, segundo está no Evangelho: "Faz nascer o sol sobre os justos e injustos!"
Deus ama, portanto, quem merece e quem não merece, e quer comunicar esse Amor à nós, para que também nós sejamos como Ele. Quando deixamos Deus comunicar seu Amor a nós, então seremos solidários com todos, principalmente com os mais necessitados, e viveremos a Fraternidade Universal. 
Fraternidade não é uma palavra maçônica, mas uma palavra que significa o que Jesus disse: "Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei!"
Nestas palavras de Nosso Senhor temos a justiça, a solidariedade e a fraternidade, e o Amor é a alma destas três coisas.
O Papa nos trás o Amor de Deus, nos convida a conhecer e a viver este Amor.
Ao nos dizer para ficarmos firmes na esperança, disse que Deus é a nossa esperança, nos mostra um Deus que nos Ama continuamente, aconteça o que acontecer: "Tenham sempre no coração esta certeza! Deus caminha a seu lado, nunca lhes deixa desamparados!"(Hom. Papa Francisco, Aparecida, 24/07/2013).
Ter fé, portanto, no Amor de Deus! Deus nunca nos abandona, mesmo que O sintamos longe! Deus nunca, ou seja, nem mesmo quando caímos ou erramos longe d'Ele, nos abandona!
Lavemos "nossas vestes no sangue do Cordeiro"(cf.Apocalipse), ou seja, se tivermos algum pecado, qualquer pecado na alma, lavemos nossa alma no sangue do Cordeiro, isto é, no Sacramento da Penitência, e desse jeito nunca percamos a esperança.
O Sacramento da Penitência deve ser tão normal em nossa vida quanto tomar banho, pois assim como é impossível não sujar-se depois de cada banho, também é impossível não ser pecador após cada Confissão.
 
 












sábado, 4 de maio de 2013

Julie Marie (1850 - 1941) e a Reforma Liturgica ( II ).

Ao defender a Missa do Papa Paulo VI estou na verdade defendendo a Fé na única Igreja de Cristo.
A indefectibilidade da Igreja é Dogma de Fé, assim como a infalibilidade do Romano Pontífice.
Interpretaram as palavras desta mística em desacordo com o Dogma de Fé. Ora, quem nega um só dogma é herege. Deus não pode nos induzir ao erro nem a heresia. Portanto, ou são falsas essas revelações, ou são falsas as conclusões que dela tiraram. 
A Missa de Paulo VI na sua FORMA , segundo a Edição Típica Vaticana, não contém e não pode conter erros. Afirmar o contrário seria o mesmo que dizer que a Igreja infalível falhou, o que é impossível, pois Cristo garantiu sua perpétua assistência. A Missa de Paulo VI é vítima e não vilã, é uma forma santa que foi profanada pelos inimigos da religião, ou simplesmente pelos preguiçosos, por aqueles que têm preguiça de rezar.
Basta lembrar que Nossa Senhora de La Salette já naquele tempo reclamou que alguns padres daquele tempo celebravam a Missa, que naquele tempo era na forma tridentina, sem a devida piedade ou com irreverências.
Naquele tempo não podíamos condenar o Rito Tridentino por causa das irreverências dos maus padres, o que se condena são as irreverências e as impiedades na celebração da Missa, e não a Missa em si mesma.
Analogamente podemos dizer que o condenável não é a forma da Nova Liturgia, ou seja, as orações e cerimônias,  mas as impiedades na celebração dos divinos mistérios.
Se o Papa decretasse que todos os Padres deveriam voltar a celebrar a Missa Tridentina, sob pena de excomunhão, mesmo assim não acabaria com as irreverências, pois quem celebra a Missa Nova com irreverências, também celebraria com irreverências a Missa Tridentina. 
A Missa Nova foi profanada. Ora, não se pode profanar o que é profano. Só pode ser profanada uma coisa santa. Portanto, quem diz que a Missa Nova é profanada, afirma que ela é Santa, pois do contrário, se não fosse santa, não poderia ser profanada.
Os dogmas de fé na indefectibilidade e na infalibilidade garantem a absoluta isenção de erros na forma típica da Missa de Paulo VI.
Sugiro que leia o Capítulo XIX - Livro II - Subida do Monte Carmelo, de São João da Cruz. Ali poderá compreender que a letra da Igreja, que as vezes se nos apresentam contraditórias, são para nós muitas vezes ocasiões de erros. São João da Cruz nos dá as bases para que possamos entender e crer a Igreja nestes tempos atuais. Sugiro que leias este Capítulo e os seguintes de São João da Cruz, creio que será de grande ajuda para uma reta compreensão do Magistério atual da Igreja, que é Infalível sempre e nunca defectível.
In Iesu 
                                                                  

domingo, 28 de abril de 2013

A maior alegria de Jesus

 QUAL A MAIOR ALEGRIA DE JESUS?

     Esta mensagem de Nosso Senhor foi citada na página 140 do livro "Deus é Amor", escrito por um Monge Contemplativo.
       Disse Jesus: "Escuta, minha Benigna, minha alegria: A maior satisfação que alguém pode me dar é acreditar no meu amor; quanto mais alguém acredita nele, tanto maior é a minha satisfação, e se alguem desejar que o meu prazer seja imenso, não deverá colocar limites a esta fé no meu amor...
       Se eu sou bom para todos, sou ótimo para aqueles que confiam em mim. Sabes quem são os que mais aproveitam da minha bondade?... São aqueles que mais confiam. As almas confiantes são as ladras das minhas graças... Escreve que a satisfação que sinto pela alma confiante é indizível."
(Suor Benigna Consolata, Escola tip. da Casa da Divina Providência, quinta Ed. p. 94-98).

terça-feira, 9 de abril de 2013

A Riqueza dos Pobres


http://www.alexchaves.com.br/wp-content/uploads/2012/06/Dom_Fernando_Are_as_Rifan.png


A RIQUEZA DOS POBRES

 
      Dom Fernando Arêas Rifan*                                                          
 
 
                Em nosso último artigo falamos sobre a Igreja dos pobres. Agora falemos da sua riqueza. A riqueza dos pobres é a Igreja, sua rica doutrina e sua liturgia. As igrejas, os templos sagrados, são a casa dos pobres. Lá eles podem entrar sem serem impedidos. Lá eles podem se sentir bem, contemplar belas pinturas e arquiteturas, vasos sagrados, esplêndidas imagens, como não poderiam fazer em nenhuma outra casa ou palácio. Ali eles podem, pois é a casa deles.
            A pobreza pessoal, que devemos cultivar, não significa que devemos empobrecer a liturgia. Pelo contrário, a beleza exterior da liturgia deve refletir a glória de Deus, como nos ensina o Papa Francisco: “As vestes sagradas do Sumo Sacerdote são ricas de simbolismos; um deles é o dos nomes dos filhos de Israel gravados nas pedras de ónix que adornavam as ombreiras do efod, do qual provém a nossa casula atual...” “beleza de tudo o que é litúrgico, que não se reduz ao adorno e bom gosto dos paramentos, mas é presença da glória do nosso Deus que resplandece no seu povo vivo e consolado”. (Hom. Missa Crismal, 28/3/2013).
            O Santo Cura d’Ars, São João Maria Vianney, exemplo para todos os padres, amava a pobreza pessoal e os pobres. “Uma batina velha fica muito bem debaixo duma casula bonita”, dizia ele. Ao lado da sua pobreza individual, não media esforços em adquirir o que havia de mais rico e suntuoso para a casa de Deus e as cerimônias litúrgicas. Ele dizia que se os palácios dos reis são embelezados pela magnificência, com maior razão as Igrejas.
Quando Cardeal, o Papa Bento XVI, lamentando a atual crise litúrgica, comentava: “Depois do Concílio, muitos padres deliberadamente erigiram a dessacralização como um programa de ação, argumentando que o novo testamento aboliu o culto do templo; o véu do templo, que se rasgou de alto a baixo no momento da morte de Cristo sobre a cruz, seria, para alguns, o sinal do fim do sagrado... Animados por tais ideias, eles rejeitaram as vestes sagradas; tanto quanto puderam, eles despojaram as igrejas dos seus resplendores que lembram o sagrado; e eles reduziram a liturgia à linguagem e aos gestos da vida de todos os dias, por meio de saudações, de sinais de amizade e outros elementos” (Conferência aos Bispos chilenos, Santiago, 13/7/1988).
Falando sobre essa beleza da liturgia e respondendo às “acusações de ‘triunfalismo’, em nome das quais se jogou fora, com excessiva facilidade, muito da antiga solenidade litúrgica”, o então Cardeal Ratzinger explicava: “Não é triunfalismo, de forma alguma, a solenidade do culto com que a Igreja exprime a beleza de Deus, a alegria da fé, a vitória da verdade e da luz sobre o erro e as trevas. A riqueza litúrgica não é riqueza de uma casta sacerdotal; é riqueza de todos, também dos pobres, que, com efeito, a desejam e não se escandalizam absolutamente com ela. Toda a história da piedade popular mostra que mesmo os mais desprovidos sempre estiveram dispostos instintiva e espontaneamente a privar-se até mesmo do necessário, a fim de honrar, com a beleza, sem nenhuma avareza, ao seu Senhor e Deus” (Rapporto sulla Fede, 1985).          
                                             
*Bispo da Administração Apostólica Pessoal
                                                                         São João Maria Vianney.
                                                            http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A Igreja dos Pobres


Imagem de Fernando Arêas Rifan
A IGREJA DOS POBRES
 
                                                          Dom Fernando Arêas Rifan*
                                                 
            O nosso Papa Francisco disse que escolheu o nome do “pobrezinho de Assis”, inspirado no conselho de Dom Cláudio Hummes: “Não se esqueça dos pobres!” “Ah, como eu queria uma Igreja pobre e para os pobres!”, disse ele aos jornalistas. Aliás, foi assim que São Francisco de Assis recuperou a credibilidade da Igreja.
            Realmente, a mensagem evangélica é paradigmática: “O Reino (de Deus) pertence aos pobres e aos pequenos, isto é, aos que o acolheram com um coração humilde. Jesus é enviado para "evangelizar os pobres" (Lc 4,18). Declara-os bem-aventurados, pois "o Reino dos Céus é deles" (Mt 5,3); foi aos "pequenos" que o Pai se dignou revelar o que permanece escondido aos sábios e aos entendidos. Jesus compartilha a vida dos pobres desde a manjedoura até a cruz; conhece a fome, a sede e a indigência. Mais ainda: identifica-se com os pobres de todos os tipos e faz do amor ativo para com eles a condição para se entrar em seu Reino” (C. I. C. 544).
“Quando envergamos a nossa casula humilde pode fazer-nos bem sentir sobre os ombros e no coração o peso e o rosto do nosso povo fiel, dos nossos santos e dos nossos mártires, que são tantos neste tempo. fixemos agora o olhar na ação. O óleo precioso, que unge a cabeça de Aarão, não se limita a perfumá-lo a ele, mas espalha-se e atinge «as periferias». O Senhor dirá claramente que a sua unção é para os pobres, os presos, os doentes e quantos estão tristes e abandonados. A unção, amados irmãos, não é para nos perfumar a nós mesmos, e menos ainda para que a conservemos num frasco, pois o óleo tornar-se-ia rançoso... e o coração amargo” (Papa Francisco, Homilia da Missa Crismal, 28/3/2013).
            A Igreja, seguindo o exemplo de Jesus, faz na sua evangelização a opção preferencial pelos pobres. Opção preferencial, mas não exclusiva, pois todos são chamados à salvação. A Igreja não despreza ninguém, os pobres, por serem os mais abandonados pela sociedade, e os ricos, os empresários, os que possuem bens e influência nesse mundo são sempre acolhidos: muitas vezes eles são até mais pobres e necessitados do que os que não têm bens materiais. Ademais, o dinheiro pode ser bem empregado, sobretudo em se tratando das coisas de Deus.Narra o Evangelho a passagem de Jesus na casa de Lázaro, quando Maria tomou um perfume precioso e caro e com ele ungiu os pés de Jesus. Judas se indignou e, diante do que julgava um desperdício, tomou a defesa dos pobres. Jesus, porém, defendeu o gesto de Maria: “Pobres, sempre os tereis entre vós. Mas a mim nem sempre me tereis!” (Jo 12, 3-8). 
Jesus, nascendo e vivendo pobre, não discrimina ninguém: no seu presépio vemos pobres e ricos, pastores e reis. Todos são bem-vindos ao berço do “príncipe da paz”. Com seu exemplo, ele prega a humildade e não a soberba, a caridade e não a inveja, o desapego e não a ambição, a paz e não a luta de classes. A desigualdade, quando não é injusta, é natural e normal, podendo ser suavizada e superada pela prática das virtudes cristãs. Amemos e consolemos os pobres, os preferidos de Deus, sem lançarmos no coração deles a amargura da inveja e ambição.
*Bispo da Administração Apostólica Pessoal
                                                                         São João Maria Vianney.
                                                            http://domfernandorifan.blogspot.com.br/